Devolução das propinas ou IRS Jovem: Qual vale mais a pena?

O regresso às aulas pode ser um momento desafiante para o orçamento das famílias. Ainda que se trate A partir de agora, os jovens vão ter de optar entre o IRS Jovem e a devolução das propinas.

O regime de devolução das propinas garante que os jovens até aos 35 anos recebem um complemento durante o número de anos equivalente à duração do ciclo de estudos. 

Ao mesmo tempo, os jovens até aos 35 anos também podem beneficiar do IRS Jovem, um regime que se traduz numa redução do imposto a pagar e, consequentemente, num aumento do rendimento líquido. 

No entanto, o Governo já anunciou que os jovens terão de optar por um dos apoios. Ou seja, quem escolher o IRS Jovem fica excluído do prémio salarial e vice-versa.

Se o seu salário é até 1.000 euros brutos por mês será melhor optar pela devolução das propinas. É que nesse período a poupança anual de imposto seria, na melhor das hipóteses, de 688 euros. Ou seja, abaixo dos 697 euros da valorização salarial.

Do lado oposto estão os salários brutos a partir de 1.680 euros. Um jovem licenciado ficaria sempre a ganhar ao pedir o IRS Jovem, mesmo que terminasse a licenciatura nos últimos anos do benefício fiscal. No pior cenário, a poupança de imposto seria de 698 euros.

Quando falamos dos jovens com mestrado, temos de considerar que o prémio salarial é de 1.500 euros. Assim, se os trabalhadores já estivessem obrigados a escolher, este regime valeria mais a pena do que qualquer ano de IRS Jovem para salários brutos até 1.261 euros.